Virei a esquina. Lembrei de como as luzes do hall e da lavanderia ficam bonitas acesas quando todo resto está imerso na escuridão. E em mim falta alguma coisa. Ou sobra outra. Falta ou carência? Fato é que não sei até quando ficar separado será algo razoável. Separado por três ou quatro dias no máximo. Mas que parece todo o tempo do mundo.
Só a camiseta, a cama desarrumada, o pc ligado, as tais luzes acesas e só. Eu só. Ele lá. Na escuta. Só quero que volte para casa. Não queria ir embora. Mesmo juntos, quero juntos sozinhos. E ai complica tudo. Só podemos desejar o nosso, por falta de capital, tempo ou sei lá o que, que eu insisto em arranjar. Achei uma música com o meu nome. O André não gostou. Da melodia. Escutei de novo. Adorei.
Não é todo dia que vou no mercado sozinha. Mas andar sozinha por aqui me deixa diferente. Principalmente depois que cai o sol. E eu chego. Coloco a camiseta dele. O que será que acontece lá? Poderia acontecer aqui. Dormir? Quero tempo pra sonhar. Acordada. Quem te espera na cama?
Voltei a escutar música. Prazer custa caro. Caro de três meses. Da riqueza a pobreza quase não há barreiras. Só assim para aprender.
Acho que vou dormir mesmo.